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Pressão política para a renúncia imediata de Yuri Romão aumentou após o corte no fornecimento de energia na última segunda-feira, por falta de pagamento (Paulo Paiva / Sport) |
Após reunião realizada na tarde de ontem (25) com lideranças políticas do Sport, Yuri Romão aceitou antecipar seu pedido de renúncia, juntamente com o vice-presidente, Raphael Campos, provocando assim novas eleições no clube.
A partir de agora, o Conselho Deliberativo deve convocar novas eleições diretas para um mandato tampão, até o final de 2026, quando se encerraria inicialmente o mandato de Yuri Romão.
No último dia 14, em entrevista coletiva, Yuri anunciou que deixaria o cargo no dia 31 de dezembro, no entanto, o desenrolar dos acontecimentos da últimas semanas, culminando com o corte do fornecimento de energia da sede na última segunda por falta de pagamentos, a pressão para sua saída aumentou.
Após reuniões de ex-presidentes e lideranças, foi solicitada a saída imediata, pedido que Yuri Romão enfim, atendeu.
"Tendo em vista ter perdido as condições políticas por conta desse ano desastroso no futebol, pensei muito no clube. Sempre prezo pelo senso de responsabilidade e minha vontade é que no clube volte a reinar a paz. Hoje tenho uma rejeição muito grande em função do desastre que sendo 2025", disse Yuri em entrevista ao Globo Esporte.
Em seguida, o clube emitiu uma nota oficial confirmando a decisão.
"Em reunião realizada no fim da tarde desta terça-feira entre lideranças do Sport, foi sugerido que o atual presidente renuncie ao cargo ainda no mês de dezembro. Yuri Romão, democraticamente, manifestou concordância com a escolha. Com isso, novas eleições diretas para a Diretoria Executiva ocorrerão também em dezembro, conforme os prazos que serão divulgados oportunamente pelo Conselho Deliberativo", diz a nota.
O nome de Severino Otávio, conhecido Branquinho, que presidiu o Sport no início dos anos 2000, é o mais forte para ser um dos candidatos, ele é apoiado por ex-presidentes como Gustavo Dubeux e João Humberto Martorelli.
Agora as conversas se darão para tentar conciliar outros grupos políticos para que haja uma candidatura única.