quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Desportiva Ferroviária-ES será a primeira parada do Sport na Copa do Brasil

Ao término do jogo, atletas do time capixaba comemoraram com sua
torcida que esteve presente no Rio de Janeiro (Divulgação / Desportiva) 

O Sport acompanhou atento o primeiro jogo da Copa do Brasil de 2026, pois o confronto entre Sampaio Corrêa-RJ e Desportiva Ferroviária definiria o adversário do Rubro-negro pernambucano, e a vaga acabou ficando com o time capixaba, que pela primeira vez avançou da primeira fase da competição nacional.

O confronto foi de um nível técnico muito aquém das expectativas, com poucas chances, de dois times que não têm o mesmo nível de investimento e histórico recente de competições do mesmo patamar do Sport, sobretudo a Desportiva Ferroviária, um dos maiores times do Espírito Santo, que há muitos anos não aparece no cenário nacional, bem como o futebol do estado.

A Desportiva abriu o placar em uma cobrança de falta de Tiago Moura, já aos 24 minutos do segundo tempo, porém, a partir do gol, o Sampaio começou a criar, para não abrir mão de uma vaga valiosa na próxima fase da Copa do Brasil.

O time carioca acabou encontrando um pênalti aos 41 minutos, convertido por Octávio, que levou o jogo para a decisão por penalidades.

O nível técnico da decisão por pênaltis foi ainda mais inferior e os capixabas venceram por 3 x 1, onde o Sampaio perdeu três cobranças, sendo duas para fora.

O jogo Desportiva x Sport acontecerá no dia 5 de março, às 19h, no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica. O duelo acontece em fase única, não há vantagem no tempo normal, quem vencer se classifica e em caso de empate, o jogo será decidido nos pênaltis e o vencedor avança para a terceira fase da competição.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

De prancheta na mão, tornei-me meu próprio técnico

Peço licença ao leitor para a publicação de uma crônica que há algumas semanas seu tema me martelava a mente e sua estrutura escorreu no papel nas últimas madrugadas.  

Existe uma época do ano em que a nostalgia me alcança com mais força. Diferentemente da maioria das pessoas, que se comove no apagar das luzes de dezembro, eu sinto esse impacto no primeiro trimestre e ele tem sido mais intenso desde que passei dos 30.

Há um senso comum que diz que, quando somos muito jovens, não sabemos aproveitar plenamente as oportunidades profissionais que surgem. No meu caso, isso não foi apenas teoria.

Dizem que a juventude entra em campo com muito fôlego e pouca leitura tática, no meu caso, isso aconteceu. Vivendo o jornalismo esportivo, é normal ver jogadores que trabalham em times de menor expressão, que quando são contratados para um time dito grande, seja no seu estado ou região, não sabem aproveitar a oportunidade e acabam virando uma eterna promessa.

Aos 21 anos, em Cajazeiras, no sertão paraibano,
a tecnologia da época não permitia
melhores registros de celular (Acervo Pessoal)
Na primeira semana de janeiro, recebi uma dessas notificações de redes sociais que insistem em nos lembrar do que fomos. Há 14 anos, eu iniciava uma curta passagem pelo departamento de esportes de uma extinta emissora de rádio AM da cidade de Campina Grande. O rádio em amplitude modulada praticamente perdeu seu espaço, 96% das emissoras desta faixa migraram para o FM, talvez, se eu tivesse vislumbrado essa mudança, tivesse vivido aquele momento com outra consciência.

Aos 21 anos, cheguei com sonhos maiores do que a estrutura que eu possuía. Sabia que tinha potencial, mas ele não foi explorado. A rádio pouco oferecia, e a equipe da época fez questão de limitar as possibilidades. Imaginava trabalhar na Copa do Mundo que aconteceria dois anos depois no Brasil, mas minha base ainda era frágil, técnica e emocionalmente. Estar cercado por profissionais pouco comprometidos também não contribuiu para que aquela experiência florescesse.

Não foi um auge. Mas poderia ter sido um salto.

Limitei-me a cumprir funções, quando poderia ter tensionado limites e ido além do protocolo, faltou ousadia.

O "lugar comum" que me permitiu e ao mesmo tempo foi um
limitador do meu crescimento profissional, registro de 2011
 (Foto: Anderson Melo) 
Estar fora de casa, cobrindo times de futebol sem o rótulo de “o sobrinho de” ou “o filho de”, trouxe um peso inédito à minha profissão. Pela primeira vez, eu era apenas um jornalista, sem sobrenomes que amortecessem expectativas ou acobertassem falhas. Encarei aquilo de maneira digna, mas a certeza de que poderia voltar para casa, se algo desse errado, criou uma zona de conforto invisível. E zonas de conforto são silenciosamente perigosas.

Ao fim daquela experiência, em que algumas possibilidades me foram efetivamente tolhidas, desenvolvi uma aversão ao nicho. Afastei-me do jornalismo esportivo como quem evita um lugar que traz lembranças ambíguas.

Entre 2013 e 2015, enfim a liberdade editorial em uma
grande praça (Foto: Hiran Barbosa)
Essa resistência só seria superada no final de 2013, por meio de uma ligação que me colocou imediatamente em outra emissora, de proporção distinta. Ali, consegui explorar melhor minhas capacidades. Tive programa próprio em horário nobre. Permaneci por mais dois anos. Saí por decisão pessoal, numa tentativa deliberada de abandonar o jornalismo esportivo.

Voltei quase dez anos depois. E, no retorno, percebi que havia desperdiçado anos que poderiam ter me projetado mais longe.

2026, em novas plataformas com a mesma vontade de aprender do
início da minha trajetória (Foto: Heitor Cumaru) 
Ainda assim, há algo que me tranquiliza: muitos profissionais consolidaram suas trajetórias na faixa etária em que me encontro agora. E o que me move é saber que não perdi o apetite pelo aprendizado. A maturidade que me faltava aos 21 hoje se traduz em disciplina, estudo e disposição para fazer melhor.

Talvez o maior erro da juventude não seja errar, mas acreditar que sempre haverá tempo suficiente para corrigir.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Santa Cruz é multado pelo arremesso de objetos no gramado da Arena de Pernambuco em clássico contra o Náutico

Na comemoração do quarto gol do Náutico, o atacante Júnior Todinho pegou
um sapato arremessado contra ele e mostrou ao árbitro (Raphael Melo / FPF)

O Santa Cruz foi condenado ao pagamento de multa pelo arremesso de objetos no gramado da Arena de Pernambuco no clássico contra o Náutico, quando o Santa foi goleado por 4 x 0. O valor da multa foi de R$ 2 mil, com prazo de 30 dias para que o clube efetue o pagamento.

O julgamento foi realizado no Tribunal de Justiça Desportiva de Pernambuco (TJD-PE) e o Santa foi punido no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, no inciso III, que trata do lançamento de objetos no gramado.

O clube também foi denunciado no artigo 219 do CBJD, que trata sobre danos sobre praças esportiva, no entanto, acabou sendo absolvido neste critério.

Os arremessos aconteceram após a partida, onde torcedores ficaram revoltados com o placar diante do rival, atirando copos, sandálias, sapatos e outros objetos. Na comemoração do quarto gol do Náutico, o atacante Júnior Todinho chegou a pegar um tênis arremessado em sua direção e exibir o objeto ao árbitro, que relatou o gesto em súmula.

Sport acerta saída de Carlos Alberto em empréstimo, negociação de atacante da base para a Armênia e reintegra Fábio Matheus ao elenco

O Sport fez três movimentações nos últimos dias para ajustar o elenco pensando na sequência da temporada. A saída do meia-atacante Carlos Alberto por empréstimo para o futebol dos Emirados Árabes, a negociação de Rafael de Jesus para o futebol da Armênia e a reintegração de Fábio Matheus ao elenco Leonino, entenda cada caso.

Carlos Alberto

O atleta que ainda negociava seu futuro para a temporada, teve seu destino, enfim, definido, com um empréstimo ao Kalba, dos Emirados Árabes.

Carlos Alberto chegou ao Sport com um vínculo até dezembro de 2028, onde o clube pernambucano adquiriu cerca de 60% dos direitos econômicos do atleta por aproximadamente R$ 15 milhões, sendo uma das contratações mais caras da história do Leão.

Pelo Sport, ele marcou três gols e deu duas assistências, em 25 partidas no ano passado, no entanto, devido ao seu desempenho muito abaixo do esperado, sobretudo devido ao valor investido, acabou sendo emprestado ao Cuiabá.

No início deste ano, Carlos chegou a ser especulado no futebol chinês, mas as negociações não avançaram.

Rafael de Jesus

O Sport acertou a venda do volante Rafael de Jesus, formado nas categorias de base ao Alashkert, da Armênia. O atleta ganhou destaque este ano, após a campanha do Leão na Copa São Paulo de Futebol Júnior, onde foi titular em todos os quatro jogos que o clube fez na competição. O volante ainda foi integrado ao elenco Sub-20 que iniciou o Campeonato Pernambucano nesta temporada.

Rafael embarcou ontem para a Armênia, em uma transação onde o Sport receberá  200 mil Euros (cerca de R$ 1,2 mi, em cotação atual), o valor pode ser acrescido, chegando a 280 mil euros, em bonificações condicionadas ao desempenho do atleta.

O Sport ainda mantém 50% de participação em uma futura venda do atleta e assegura a opção de recompra, que pode ser exercida até dezembro de 2027.

Fábio Matheus

Um atleta que chegou a ter negociações avançadas com o Remo, mas deve ficar no Sport para 2026 é o volante Fábio Matheus. 

Ele já foi integrado ao elenco Rubro-negro e treinou nesta quarta (4), após passar por avaliações médicas.

Fábio esteve no Novorizontino-SP na última temporada, emprestado com a anuência de Pepa, então técnico do Sport, que chegou a dizer que a negociação tinha como objetivo, garantir uma maior rodagem ao jogador.

O Sport não descarta um novo empréstimo para Fábio, que estava de férias e tem contrato até o final deste ano. Pelo Leão, Fábio Matheus tem 71 jogos, com quatro gols e três assistências.


Náutico e São Bernardo firmam acordo com o Grupo Globo para transmissão da Série B

O presidente do Náutico, Bruno Becker (último, à direita), celebrou a assinatura do
contrato prevendo que, principalmente o apoio logístico poderá dar um conforto
financeiro diferenciado para o Timbu (Divulgação / Náutico) 
Na última segunda-feira (2), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)confirmou a venda dos direitos de transmissão dos jogos do Náutico e São Bernardo quando forem mandantes dos seus jogos na Série B do Campeonato Brasileiro deste ano.

O contrato contempla os 20 jogos de cada time como mandante na competição, incluindo a partida entre eles. Sendo assim, as partidas poderão sem exibidas na TV aberta, SporTV, no serviço Premiere e na GETV (YouTube).

O acordo com o Náutico assegura uma verba adicional destinada para a logística, no total, serão destinados R$ 18 milhões para o Timbu, sendo R$ 14,9 mi de cota fixa e R$ 3 mi para logística.

Este contrato pode ser um diferencial para o clube pernambucano e o paulista na competição, frente aos demais clubes do campeonato, que já têm as cotas de transmissão comercializadas através das ligas de clubes (no caso, a FFU).

Na reunião que selou a assinatura do contrato, estiveram presentes o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho e o presidente da CBF, Samir Xaud.

Este movimento pode representar um movimento futuro de retomada da CBF para negociar as vendas de transmissões de jogos, uma vez que os times estão observando os contratos firmados para o Timbu e o São Bernardo como muito mais vantajosos para estes clubes, do que os contratos já firmados e vigentes através das ligas.