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| Desde a batalha nas ruas do último final de semana, autoridades estão buscando soluções para não prejudicar ainda mais a realização de eventos esportivos no estado (MPPE / Divulgação) |
Através de uma comunicação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), foi estipulado nesta segunda-feira (3) um prazo de até 48 horas para que os presidentes de Náutico, Sport e Santa Cruz possam se reunir e cortar qualquer relação com as principais torcidas uniformizadas, oficializando a medida por meio de uma publicação oficial.
A decisão foi tomada durante uma reunião realizada ainda ontem, na presença dos gestores dos times, representantes da Federação Pernambucana de Futebol, dos titulares da Secretaria da Defesa Social e da Polícia Militar.
"O Ministério Público irá atuar independente de agradar ou desagradar alguém. O que o MPPE pede é muito pouco. Primeiro que os clubes se dissociem dessas torcidas, pois não há nem um cabimento em você ter uma torcida que tem CEP, CNPJ, sede. Isso é a falência do Estado. E o Estado não ficará nas mãos de vândalos que, na verdade, são bandidos", informou o subprocurador-geral da justiça em assuntos institucionais do MPPE, Renato da Silva Filho.
O coordenador do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor do Ministério Público e do Centro de Apoio Operacional à Autoação Criminal, Antônio Arroxelas, alertou que as torcidas organizadas dos clubes já foram extintas por decisão judicial mudando o nome e o CNPJ abre aspas são as mesmas pessoas, os mesmos cânticos de guerra, os mesmos modos de operação, revanches, etc.
"Os clubes não podem aceitar essas pessoas em suas casas, festas, comemorações e dirigentes não devem apoiar ou tirar fotos com eles", comentou.
Segundo Arroxelas, os clubes têm obrigação de banir as organizadas do estádio e entregar ao Ministério Público o relatório de providências que foi acordado no ano passado firmado justamente para combater enfrentamentos em dias de jogos como aconteceu no último sábado (1º) no Clássico das Multidões, onde 13 pessoas ficaram feridas e mais de 600 acabaram sendo conduzidas a delegacias da capital pernambucana.

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