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| Pedro e Bernardo, meus filhos, minha inspiração de todos os dias, tudo, sempre será por vocês |
No final de dezembro de 2007, prestes a iniciar o último ano do ensino médio, tive a oportunidade de um estágio na extinta Rádio Estação Sat, em Santa Cruz do Capibaribe, no departamento de esportes, onde faria uma função técnica e muito necessária em uma transmissão de rádio, o plantão esportivo. Sabe aquele cara que geralmente fala menos, e entra no decorrer de uma transmissão de futebol, apenas para informar sobre placares de outros jogos? Não se situou? Na televisão é a "bolinha" que informa os outros jogos da rodada, é aquele momento em que uma tabela de classificação aparece no lado da imagem, trazendo a classificação do campeonato. Esse era eu, do alto dos meus 18 anos, com a voz fina e trêmula.
Quando entrei no estúdio pela primeira vez, para fazer um teste, Antônio Carlos (Toinho Sulanca), hoje diretor da Rádio Vale do Capibaribe, orientado por uma prima, que na época trabalhava na emissora, Magali Oliveira, me deu um recorte de jornal, mandou ler o primeiro texto do caderno de Esportes do Jornal do Commercio, e disse: "Fique tranquilo, só tem umas 10 mil pessoas ouvindo a rádio nesse momento". Maneira bacana de quebrar o gelo, não é mesmo? E aí eu tive que ler o texto "no ar" (explico as aspas a seguir), tremendo e caprichando nos nomes dos times que disputariam o Campeonato Pernambucano que começaria dali a dez dias. Sobre as aspas do "no ar", Toinho Sulanca pediu que o técnico deixasse o som do microfone aberto para caixas de som de retorno que funcionam dentro do estúdio de rádio, e me fez pensar, leigo, que estaria falando na programação da emissora, sem fones de ouvido, eu acreditei.
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| Ypiranga x Treze, em janeiro de 2012, foi um jogo amistoso que marcou uma virada profissional para mim, ali, eu estreava pela Rádio Clube AM de Campina Grande |
Decidi voltar ao começo, peço licença para fazer um regresso ao Jornalismo Esportivo, hoje mais próximo de boa parte das minhas atividades, com os amigos do Arena Debate F.C., onde juntos mantivemos o principal programa esportivo da região de Santa Cruz do Capibaribe, onde sou fixo do elenco desde a Copa do Mundo de 2022, em uma temporada literalmente especial.
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| Fonte recorrente em pautas no início da minha trajetória no Jornalismo Esportivo, hoje Flávio Pontes é também um parceiro profissional |
Convido não apenas os amantes de esportes a me acompanhar nesta nova trajetória, mas também os curiosos por entender as regras, a análise, as crônicas e histórias de modalidades esportivas, principalmente com foco para o que acontece no nosso entorno, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, em Pernambuco... É, como me conheço e sei o quanto sou inquieto, logo sei que estaremos indo além, e escrevendo sobre outras praças, de uma maneira que já agradou grande parte do público da região, pessoas que ainda hoje me cobram por atuação nessa editoria que é minha origem.
Abandono assim o jornalismo factual, e as outras vertentes? Política, Cidades, Segurança? Não, pois diferente daquela virada de ano de quase 20 anos, hoje sou JORNALISTA, e não apenas um amante de esportes que gosta de escrever de forma amadora e comentar de maneira fervorosa. Vamos juntos!


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Dále, boy!!!
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