quarta-feira, 12 de março de 2025

Ronaldo desiste de disputar a presidência da Confederação Brasileira de Futebol

Ronaldo Nazário pretendia disputar a presidência da CBF, tentando
modernizar o futebol brasileiro (Reprodução / YouTube)

O ex-jogador Ronaldo Nazário anunciou na manhã desta quarta (12) a desistência em disputar a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

Para poder disputar o cargo, o ex-atacante deveria contar com o apoio expresso de, pelo menos, quatro federações, além de quatro clubes votantes (das séries A ou B).

Em nota no seu Instagram, Ronaldo falou sobre o seu desejo, o respeito para a decisão dos presidentes das federações de apoiarem o atual presidente, e citou portas fechadas de 23 das 27 federações de futebol.

Com a desistência de Ronaldo, Edinaldo Rodrigues, que preside a CBF desde 2021, após o afastamento de Rogério Caboclo, fica com caminho livre para a reeleição.

Confira a nota:

"Depois de declarar publicamente o meu desejo de me candidatar à presidência da CBF no próximo pleito, retiro aqui, oficialmente a minha intenção. Se a maioria com o poder de decisão entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião.

Conforme já havia dito, os meus primeiros passos seriam na direção de dar voz e espaço aos clubes, bem como escutar as federações em prol de melhorias nas competições e desenvolvimento do esporte em seus estados. A mudança necessária viria desse alinhamento estratégico com a força da visão compartilhada.

No entanto, no meu primeiro contato com as 27 filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo.

O estatuto concede às federações o voto de maior peso e, portanto, fica claro que não há como concorrer. A maior parte das lideranças estaduais apoia o presidente em exercício, é direito deles e eu respeito, independentemente das minhas convicções.

Agradeço a todos que demonstraram interesse na minha iniciativa e sigo acreditando que o caminho para a evolução do futebol brasileiro é, antes de mais nada o diálogo, a transparência e a união."

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